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INFLUÊNCIA INTELIGENTE TODO DIA

Bruno Peixoto, um candidato no alto da presidência da Alego

Com 5 mil cargos e caneta na mão, Bruno Peixoto quer tudo. Mas será que a conta fecha? Leia o texto de Vassil Oliveira sobre o homem que ninguém segura

Foto: Hellenn Reis

Quem segura Bruno Peixoto?

O maior investimento que um político está fazendo na eleição deste ano em Goiás não é para cargo majoritário. O custo de uma eleição pra governador – qualquer uma delas – perde longe.

Esse cálculo é feito nos bastidores com olhos na campanha do atual presidente da Assembleia Legislativa, Bruno Peixoto (União Brasil). Bruno tem poder de caneta e tem coragem, resume um deputado da Casa. E mais não diz. Precisa?

Este deputado e outros estão na fila de atendimentos já realizados por Bruno, com sua caneta. Bruno espera apoio em retribuição, e isso está prometido pelos bem atendidos? Pergunta natural. Resposta mais ouvida: Bruno Peixoto cumpre acordos, para constar acordos?

Não é segredo que a Assembleia tem mais de 5.000 cargos comissionados, mais ou menos – o número oscila -, e que isso importa numa eleição. Como importa o número de militantes na hora de pedir humildemente o voto.

E não só para Bruno, que tem o poder para nomear e desnomear. Mas igualmente para os outros parlamentares, que retribuem com sustentação a Bruno hoje na Casa e que também são pré-candidatos – sejam eles da situação, ou da oposição.

Até as convenções, o bem-bolado é o que rola na Casa e estão todos contentes. Depois é depois. Depois serão outros quinhentos, o que mais se escuta nos corredores. Ninguém passa tecido de traição, muito menos anuncia com antecipação. A coisa flui.

Um motor de movimento para deputados e Bruno Peixoto, em especial, são as edições do programa Deputados Aqui. Com tudo pago pela Alego, o programa tem cara de evento político, palanque de evento político, presença de políticos em evento político, e na sua base.

Só não se vende como palanque político. Tem de tudo. Discurso é serviço garantido. Para todos os efeitos, é um mutirão itinerante, ato de gestão aproximando Parlamento e população. Dinheiro que poderia ser aplicado em obras? Detalhe.

Dois exemplos bem bolados das ações dos deputados estaduais que trabalham por Goiás, como bem diz a propaganda.

Entre apoiadores de Bruno Peixoto, o clima é de eleição ganha e votação nas alturas. Mais de 250 mil votos, calculam. Menos que isso, atestam, será derrota.

O mesmo falavam da eleição do pai de Bruno, Tião Peixoto, para a Câmara de Goiânia: que ele teria 60 mil votos. Passou perto. De não ser eleito.

Bruno Peixoto comanda outra estrutura de poder: é presidente do União Brasil, com orçamento considerável para as campanhas e tudo. Ele participa do comando também, indiretamente, do PRD. Poder acumulado.

Caso seja eleito, como Bruno acomodará todos os compromissos e aliados de agora? Pergunta sem resposta. Mas feita com ares de mensagem na garrafa: vai dar complicação.

Enquanto isso, Bruno acena ser vice do governador Daniel Vilela (MDB), e sonha em disputar a prefeitura de Goiânia em 2028, contra o hoje aliado Sandro Mabel, que poderá ir à reeleição. Bruno quer tudo ao mesmo tempo, e não tem medo de ser feliz explicitando seus planos e ambições. Está com tudo e está prosa.

Pouco importa se a soma desses planos com a subtração da realidade não batem. Para Bruno, apenas outro detalhe que ele leva na boa: nada que um post no intagram não resolva.

Bruno tem mostrado pulso nada firme na condução da Assembleia. Briga-se muito por lá. Deputado contra deputado. Deputado contra deputada. Aos tapas. Ou quase.

Na crise e na refrega, Bruno olha, pisca, corre pelos corredores. A imagem da Casa ficar arranhada é só mais um outro detalhe. Deputados estaduais trabalham por Goiás.

Ninguém segura Bruno Peixoto. Presidente da Assembleia Legislativa de Goiás. Candidato em tempo integral.

Candidato a vice-governador. Candidato a governador (tá na área). Candidatíssimo a prefeito de Goiânia. Se nada disso der certo, candidato a deputado federal com séquito garantido.

A Era do peixotismo bem no alto e retumbante antecede com brilho e pompas a ‘era uma vez’ o peixotismo militante. Tempo, tempo, tempo.

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