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A Eternidade do Efêmero: arte, natureza e poesia na FARGO Goiás

Comissão de Cultura, representada pelo Presidente, Luiz Humberto Thomazelli Machado, à esquerda; Vice-Presidente, Ana Paula Tereza Agapito, à direita; e, ao centro, a artista plástica, Renata Zanella.

A cidade de Goiânia está cada vez mais inserida no cenário artístico brasileiro. A FARGO - Feira de Arte Goiás - surgiu na capital goiana com a proposta de fortalecer o circuito das artes visuais no Centro-Oeste brasileiro, criando um espaço de encontro entre artistas, galerias, colecionadores e o público em geral. Idealizada para ampliar a visibilidade da produção artística goiana e descentralizar o mercado de arte concentrado no eixo Rio–São Paulo, a feira passou a reunir exposições, debates e ações culturais voltadas à valorização das artes plásticas contemporâneas. Desde suas primeiras edições, a FARGO consolidou-se como um importante evento de difusão cultural e incentivo à economia criativa, destacando a diversidade estética e a potência da produção artística regional.

A FARGO já faz parte do calendário anual cultural da cidade de Goiânia e, neste ano de 2026, ocorreu no período de 13 a 17 de maio no Centro Cultural Oscar Niemeyer. Com o escopo de valorizar a produção artística local e dar visibilidade
a artistas muitas vezes pouco inseridos no circuito comercial nacional, a FARGO entrega muito mais que uma exposição, entrega vivências e pontos de vista daquilo que nos circunda.

Paradigmas artísticos são quebrados há gerações, por meio de movimentos como o dadaísmo e de eventos artísticos como a Semana da Arte Moderna de 1922. A FARGO disponibiliza espaço para que vários artistas possam mostrar sua visão de mundo e alçar voos artísticos cada vez mais altos, sempre rememorando a brasilidade e a localidade, fato observado em diversas obras de artistas locais, como Renata Zanella, que, brilhantemente, torna o inanimado em expressão artística.

A artista Renata Zanella desenvolve um trabalho poético a partir de folhas secas e elementos naturais, ressignificando materiais considerados frágeis ou inanimados em composições carregadas de sensibilidade e memória. Sua produção estabelece uma relação entre natureza, tempo e transformação, ressignificando aquilo que parecia esgotado. Ao utilizar folhas secas como linguagem artística, a artista evidencia a beleza dos ciclos naturais e transforma o efêmero em permanência estética, criando obras que dialogam com delicadeza, organicidade e renovação.

Obra de Renata Zanella.

A obra de Renata Zanella toca aquele aspecto humano mais fragilizado, ao tornar pedaços esquecidos, em vida. A simplicidade da matéria transformada em verdadeira obra- prima traduz a poeticidade e beleza da vida onde é possível
transformar, renascer e eternizar, por meio de uma mudança de óptica. A tradução da vida se dá por meio da humanização das flores, que voltam a ser vistas com movimento e imortalidade.

Na cidade de Goiânia, suas obras estão expostas na Casa VerdePerto, localizada na Rua 120, nº 224, Setor Sul, Goiânia-GO.

A Casa VerdePerto é uma galeria que une arquitetura, arte, design, fotografia e criatividade. A proposta do espaço é trazer vida e sensibilidade artística à urbanidade conturbada da capital goiana.

Obras de Renata Zanella.

Instagram: @renatazanellamagg; @casaverdeperto.

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