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Cabeleireiro é preso por suspeita de estupro contra adolescente em Goiânia

Adolescente relata ter sido vítima de estupro enquanto cortava o cabelo em um salão de Goiânia; suspeito foi detido pela PM-GO após a denúncia e será investigado pelas autoridades locais

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Foto: Nanicometidofofolindo / Wikimedia Commons

Um cabeleireiro foi preso em flagrante na última quarta-feira (25) em Goiânia, Goiás, após ser acusado de estuprar uma adolescente durante o atendimento no salão onde trabalha. O caso foi registrado pela Polícia Militar de Goiás (PM-GO), que confirmou a detenção do suspeito enquanto ele ainda estava no local do ocorrido.

Segundo informações das autoridades, a vítima teria ido ao estabelecimento, localizado em uma área de grande movimentação, para realizar um corte de cabelo. Durante o atendimento, o acusado teria começado a direcionar à jovem comentários de cunho sexual. Conforme o depoimento da vítima às autoridades, as investidas evoluíram para ações de contato físico não consentido, o que levou a adolescente a sair do salão e buscar ajuda da polícia imediatamente.

A prisão do suspeito foi efetuada rapidamente. De acordo com a PM-GO, ele não apresentou resistência e foi levado à delegacia para prestar depoimento. O caso será investigado pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), que também atua em situações envolvendo crimes sexuais contra menores de idade. A vítima e seus familiares já receberam atendimento psicológico e auxílio jurídico, como previsto nos protocolos para casos dessa natureza.

Um problema recorrente e alarmante

Este caso destaca uma problemática que, infelizmente, tem ocorrido com frequência no Brasil: o abuso sexual de menores de idade. De acordo com dados fornecidos pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública de 2022, mais de 70% dos registros de estupro no país envolvem vítimas que têm menos de 18 anos. A maior parte desses casos ocorre em contextos onde a vítima tem algum nível de proximidade ou confiança com o agressor, como familiares, amigos e, como neste caso, prestadores de serviços.

Embora as investigações estejam em estágio inicial, especialistas em segurança pública e psicologia alertam para a urgência de medidas mais eficazes na prevenção e contenção de episódios dessa gravidade. A psicóloga e pesquisadora da Universidade Federal de Goiás (UFG), Marta Teixeira, pontua que

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