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Liberdade ou autoridade: a ambivalência americana

É um dos paradoxos do modelo político americano: a demanda por autoridade coexiste com o culto à liberdade. Esses dois valores são renegociados sem cessar, tanto à esquerda quanto à direita, com concepções bastante diferentes.

Trump e a estátua da Liberdade no Carnaval de Pernambuco, no Brasil, em 2017

À primeira vista, Donald Trump é um exemplo perfeito da “ascensão do autoritarismo” que o mundo parece estar presenciando há algum tempo. Desde sua entrada em cena em 2015, ele se apresentou como um homem forte. Durante sua campanha em 2016, declarou que só ele poderia “consertar” a multiplicidade de perigos que ameaçariam os Estados Unidos. Exibe uma indiferença em relação à tradição constitucional americana e se comporta frequentemente como se não estivesse sujeito a nenhuma lei — sua recusa em reconhecer a derrota nas eleições de 2020 não é senão a ilustração mais evidente disso.

E, no entanto, o lugar da autoridade na vida pública americana é mais complexo do que sugerem aqueles para quem Trump seria uma espécie de zumbi das ditaduras do período entre guerras.

Este texto pertence à série “De onde vem o desejo por autoridade” (As Ciências Humanas)
As Ciências Humanas: de onde vem o desejo por autoridade?
A diretora severa, o pai incontestável, o chefe todo-poderoso – será que os “durões” são relíquias de um passado autoritário já superado. Ou não? Enquanto celebramos a horizontalidade, uma parte profunda de nós parece clamar por ordem e estrutura, um anseio que gera líderes autoritários globalmente.
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