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Do esquecimento à valorização: o projeto que reposiciona o Setor Serrinha

Prefeitura de Goiânia divulgou perspectiva de início das obras de requalificação do Parque da Serrinha; o projeto foi criado e doado pela Opus Incorporadora e integra o masterplan Reserva Ybiti, que soma R$ 2 bilhões em VGV e prevê mais de 100 mil m² de áreas verdes.

Perspectiva do conjunto Reserva Ybiti com torres integradas ao Parque da Serrinha, mostrando área verde e calçadas
Visão do conjunto de torres da Reserva Ybiti a partir da via frontal; o projeto prevê recuo integrado à calçada e vegetação contínua entre empreendimentos e parque. Foto: Divulgação

A Prefeitura de Goiânia divulgou a perspectiva de início das obras de requalificação do Parque da Serrinha com base em um projeto doado pela Opus Incorporadora; a entrega completa do parque está prevista para outubro, e o empreendimento integra o masterplan Reserva Ybiti, lançado em 2021 e que hoje soma cerca de R$ 2 bilhões em VGV. A iniciativa combina investimento privado e execução pelo Estado de Goiás por meio de parceria público-privada.

Um parque como motor de valorização

Por anos, o Setor Serrinha foi uma área central, bem localizada e, ainda assim, subaproveitada. Localizado entre bairros valorizados, o setor mantinha imóveis antigos e pouco investimento em infraestrutura. A leitura da Opus não se limitou ao potencial construtivo: a incorporadora entendeu que a valorização passaria pela requalificação do espaço público, especialmente do parque que dá nome à região.

Reserva Ybiti: masterplan e estímulo urbano

O lançamento inicial da Reserva Ybiti, em 2021, foi concebido como um masterplan contínuo para três quadras do Setor Serrinha, com oito torres previstas e integração entre edificações e espaço público. Segundo Gabriel Santos, gerente comercial da Opus, “a Reserva Ybiti foi pensada como um projeto urbano completo. A valorização imobiliária é consequência de um processo muito maior, que envolve requalificação do espaço público, criação de áreas de convivência e um novo olhar para o bairro”.

A incorporadora informa ter investido R$ 1,2 milhão em gentilezas urbanas no entorno — reforço de calçadas, acessos e infraestrutura — e doou ao Estado o projeto de requalificação do Parque da Serrinha, que já começou a receber implantação de pista de caminhada e equipamentos de ginástica. A entrega final do parque está prevista para outubro e deverá consolidá-lo como o terceiro maior de Goiânia, com mais de 100 mil metros quadrados de áreas verdes, de acordo com os dados apresentados pela empresa.

Infraestrutura e usos previstos

O projeto divulgado prevê, entre outras intervenções, um recuo frontal de 5,40 metros nas edificações da quadra, formando um cinturão verde integrado à calçada; o parque linear Jaime Câmara, com pista de caminhada, área fitness ao ar livre, espaços infantis, pet place, praças com wi‑fi livre e mobiliário urbano de longa duração; monitoramento por câmeras 24 horas; estação para veículos elétricos; e irrigação automatizada.

Segundo a Opus, o masterplan já contabiliza R$ 2 bilhões em VGV entre lançamentos e unidades remanescentes, com uma torre entregue e previsão de três torres entregues ainda este ano. A empresa projeta que, após a finalização da revitalização do parque, o valor do metro quadrado na região pode subir até 20%, segundo estimativa atribuída a Gabriel Santos.

Impactos urbanos e próximos passos

O redesenho do Serrinha exemplifica um movimento em que decisões privadas — como a elaboração e doação de um projeto de parque — antecipam e orientam mudanças no espaço público, influenciando mobilidade, lazer, segurança e dinâmica imobiliária. A execução do projeto está sendo feita pelo Estado de Goiás em parceria com a iniciativa privada; o início efetivo das obras e cronograma detalhado do canteiro, entretanto, não foram informados na divulgação pública.

Para conclusão: o modelo apresentado pela Opus combina intervenções no entorno, investimentos diretos em infraestrutura e um masterplan contínuo que, se executado conforme o previsto, tende a transformar o perfil do Setor Serrinha. Permanece, contudo, a necessidade de acompanhamento das etapas de obra, prazos e comprovação dos impactos econômicos anunciados.

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