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Sargento de Rotam morto em Aparecida de Goiânia deixa legado de coragem e afeto

Conhecido como 'super-herói de farda' e 'avô babão', sargento da Rotam faleceu em Aparecida de Goiânia e é lembrado por colegas e familiares como exemplo de dedicação ao trabalho e amor incondicional à família

Sargento da Rotam falecido em Aparecida de Goiânia
Foto: G1 Goiás

O sargento da Rotam que perdeu a vida em Aparecida de Goiânia, Goiás, na última semana, foi descrito por colegas e familiares como alguém que transcendeu os limites de sua farda, promovendo valores de bravura, generosidade e amor. Conhecido como 'super-herói de farda' por sua atuação no combate ao crime e 'avô babão' por sua relação afetuosa com os netos, sua partida deixa uma lacuna difícil de preencher.

O militar, cujo nome não foi divulgado por questões de privacidade familiar, exercia funções na Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam), um dos braços mais especializados da Polícia Militar de Goiás. Ele morreu em circunstâncias ainda não inteiramente explicadas pelas autoridades, em um incidente que ocorreu na cidade de Aparecida de Goiânia, a segunda maior do estado. A tragédia comoveu colegas e a comunidade que, em diversas manifestações, exaltaram seu caráter resiliente e humano.

O sargento, que acumulava décadas de serviço na PM, era reconhecido por sua postura firme e comprometida com a segurança pública, além de sua habilidade em liderar equipes em situações de alta complexidade. “Ele era mais que um policial; era um exemplo de coragem e ética, alguém que inspirava todos ao seu redor”, declarou um companheiro de trabalho à imprensa. Essa admiração transpôs os limites institucionais e se refletiu na maneira como ele era visto pela população local, que o tinha como figura simbólica de proteção e segurança.

Por outro lado, seus familiares destacam que sua personalidade fora da rotina policial era marcada pelo afeto e pela alegria. “Ele era um avô extremamente presente e amoroso. Sempre fazia questão de estar perto dos netos, acompanhando cada passo importante da vida deles”, relatou sua filha, que prefere permanecer em anonimato. O apelido 'avô babão', dado carinhosamente pelos familiares, contrasta com a figura rígida e imponente que ele assumia no exercício da profissão, revelando a dualidade de uma pessoa que sabia equilibrar firmeza com ternura.

A Rotam, unidade onde o sargento atuava, tem uma reputação consolidada em Goiás e é frequentemente envolvida em operações de alto risco nas quais a rapidez e a precisão são indispensáveis. Criada para atuar em casos de grande complexidade, a corporação se define pela disciplina e pelo treinamento rigoroso de seus integrantes. O falecimento do sargento trouxe à tona discussões sobre os desafios enfrentados pelos agentes dessa força, que convivem diariamente com situações de perigo iminente.

Além disso, sua morte reacendeu debates sobre a valorização dos profissionais da segurança pública. Apesar da reverência ao seu legado, muitos colegas expressaram preocupação com as condições de trabalho e os riscos enfrentados pelos agentes. “A perda de um colega nos faz lembrar da necessidade de maior apoio psicológico e estrutural para todos que atuam nas forças de segurança”, enfatizou um representante da corporação em entrevista ao jornal local.

A cidade de Aparecida de Goiânia, palco da tragédia, tem se destacado nos últimos anos pelo aumento das iniciativas voltadas à segurança, ao mesmo tempo em que enfrenta desafios relacionados ao crescimento populacional e à urbanização acelerada. O episódio do sargento da Rotam lança luz sobre a complexidade desse contexto e a necessidade de valorização dos profissionais que se dedicam a proteger a sociedade.

Homenagens foram realizadas por colegas da corporação em um evento reservado, onde sua dedicação à profissão e seu papel como líder foram destacados. Além disso, familiares têm organizado vigílias em sua memória, com atos que simbolizam tanto o respeito à sua trajetória quanto o impacto emocional que sua partida causou.

O sargento da Rotam, nas palavras de seus companheiros e familiares, era alguém que personificava o espírito de liderança e humanidade. Sua ausência agora deixa uma lição importante sobre a importância de se honrar aqueles que, mesmo enfrentando os maiores desafios, dedicam suas vidas ao bem coletivo. Goiás, em luto, perde não apenas um policial, mas uma figura que, de maneiras distintas, tocou a vida de muitos.

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