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INFLUÊNCIA INTELIGENTE TODO DIA

Quando chegava próximo ao Natal

Em artigo de recordações de uma infância inesquecível, escritora Zizi Mendes relembra tradições natalinas do interior. Um olhar nostálgico sobre a simplicidade, a fraternidade e a alegria do Natal de outrora. Inspire-se com memórias repletas de significado e afeto, mesmo ante as dificuldades.

Eu me lembro de algumas coisas que ficaram marcadas em minha memória afetiva. Na época em que era criança, havia a novena para o Menino Jesus.

Quando chegava próximo ao Natal, a pedido de minha mãe, plantávamos arroz em latinhas de extrato de tomate. Colhíamos musgo das paredes e árvores para construir o presépio. Escolhíamos um galho de árvore bem bonito para fazer uma árvore de Natal e a cobríamos com algodão. O complicado era que as bolas para enfeitar eram tão frágeis que, se caíssem, já era! Todos os anos, precisávamos comprar mais.

Quando chegava próximo ao Natal, havia o lado fraternal e da caridade. Meu pai escolhia o boi mais gordo para abater e mandava limpar as sacas de arroz na cidade para distribuir aos vizinhos que viviam na escassez. Nossa casa ficava cheia de visitas que levavam seus filhos, e para nós era uma grande satisfação – mais crianças para brincar.

Quando chegava o Natal, naquela época, raramente ganhávamos presentes. Os natais em que fomos presenteados foram os que passamos na cidade. Eu sempre acreditava que o Papai Noel dava presentes apenas às crianças da cidade.

Quando chega próximo ao Natal, atualmente, tudo parece diferente... Mas o sentido continua o mesmo: comemoramos o nascimento de Jesus.


Zizi Mendes, ou Zilmar Mendes Ferreira Garcia, ocupa a Cadeira nº 17 da Academia Goianiense de Letras (AGnL), cujo patrono é Nelly Alves de Almeida.

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