Uma pesquisa pioneira conduzida na Universidade Federal de Goiás (UFG) traz nova perspectiva para o aproveitamento integral do pequi, símbolo do Cerrado brasileiro. A iniciativa, liderada por uma pesquisadora da instituição, resultou na criação de um composto nutritivo feito a partir da casca do fruto, que tradicionalmente é descartada no processo de consumo e beneficiamento. O estudo, apresentado recentemente, apontou que a casca do pequi representa cerca de 76% de sua massa total e reúne um rico perfil nutricional, com alto teor de fibras, antioxidantes e compostos bioativos. A descoberta abre portas para novas aplicações na área de alimentação e sustentabilidade, além de contribuir para a saúde pública.
A pesquisa e suas motivações
A pesquisa surgiu da necessidade de encontrar soluções para o desperdício gerado pelo consumo do pequi, fruto amplamente utilizado na culinária do Centro-Oeste brasileiro. Conhecido por seu sabor forte e presença marcante em pratos da região, o pequi é geralmente aproveitado em pequenas partes — principalmente a polpa ao redor do caroço. A casca, por sua vez, é descartada e frequentemente se acumula em lixões ou é subutilizada em processos rudimentares, como compostagem doméstica.
Para a pesquisadora responsável pelo estudo, a ideia central era