Ao tentar acessar, nesta terça-feira, 1º de abril de 2026, a página de folha de pagamento do portal de transparência do Supremo Tribunal Federal, usuários encontraram o serviço fora do ar, no próprio site do STF, o que impediu a consulta pública à remuneração dos ministros e demais informações da área.
Na tela, a mensagem exibida ao público aparece em inglês: “Lamentamos, mas alguma coisa deu errado. Se você é o responsável pela aplicação, verifique os registros do sistema para mais informações.” A imagem que acompanha esta notícia mostra exatamente esse aviso no endereço usado para a consulta da folha.
Em nova verificação externa, o endereço da página também retornou bloqueio de acesso, o que confirmou que a área não estava funcionando normalmente no momento da checagem, às 17h15.
| URL | Resultado |
|---|---|
| https://www.stf.jus.br/portal/remuneracao/pesquisarRemuneracao.asp | 403 Forbidden |
| https://egesp-portal.stf.jus.br/transparencia/rendimento_folha | Mensagem de erro em inglês |
O link direto para validação da folha de pagamento mostra a seguinte mensagem de erro:
We're sorry, but something went wrong.
If you are the application owner check the logs for more information
Que em português significa:
Lamentamos, mas algo deu errado.
Se você é o responsável pela aplicação, verifique os registros do sistema para mais informações.
A página tem interesse público direto porque é justamente nela que o cidadão deve conseguir consultar dados remuneratórios do Judiciário. O CNJ informa que a divulgação dessas informações decorre das regras de transparência aplicadas aos tribunais e mantém área específica sobre remuneração dos magistrados.
Sem acesso aos sistemas internos do STF, não é possível afirmar qual foi a causa exata do problema. O que se pode dizer, objetivamente, é que a página pública destinada à consulta da folha de pagamento estava inacessível no momento das tentativas realizadas.
Área técnica
Tratando-se do Supremo Tribunal Federal, seria razoável supor que a Corte disponha não apenas dos melhores juristas do país, mas também dos mais qualificados analistas de sistemas, administradores de infraestrutura e especialistas em tecnologia da informação, justamente para assegurar que um serviço público elementar de transparência permaneça acessível sem sobressaltos. Se nem a vitrine digital da mais alta Corte da República consegue manter no ar uma simples página de consulta à folha de pagamento, o episódio acaba por expor, além da falha técnica, um constrangimento institucional difícil de ignorar.