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Mais de 120 cidades de Goiás estão em alerta para tempestades nesta terça

Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta para possíveis tempestades em diversas regiões de Goiás nesta terça-feira, destacando riscos de ventos fortes, chuvas intensas e granizo. População deve adotar medidas preventivas para minimizar impactos

Liras da Liberdade
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Alerta de tempestades coloca Goiás em estado de atenção

Mais de 120 municípios de Goiás entraram em estado de alerta nesta terça-feira (24) em razão das condições meteorológicas severas previstas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O aviso, classificado como de “perigo”, inclui chuvas intensas, rajadas de vento e risco de granizo. Em algumas localidades, pode haver alagamentos, quedas de árvores e danos estruturais.

O alerta, que começou a valer nas primeiras horas do dia, abrange várias regiões do estado, incluindo as áreas Central, Sul e Nordeste. O Inmet recomendou que a população local evite sair de casa em dias de temporais, proteja-se em locais cobertos e redobre atenção ao trânsito. A Defesa Civil estadual reforçou o pedido para que as pessoas fiquem atentas a orientações de segurança.

Contexto e impacto climático

As condições meteorológicas adversas em Goiás são parte de um fenômeno mais amplo que afeta grande parte do Brasil Central. De acordo com especialistas ouvidos pelo jornal Liras da Liberdade, a combinação de alta umidade com sistemas de baixa pressão atmosférica vem intensificando a formação de nuvens densas e tempestades isoladas na região. “Estamos na primavera, que é uma estação de transição. É comum que, nesse período, ocorram mudanças climáticas bruscas e chuvas volumosas”, explica o meteorologista Pedro Almeida, da Universidade Federal de Goiás (UFG).

Ainda segundo Almeida, as tempestades também são indicativos de um padrão climático globalmente alterado. Eventos de precipitação intensa têm se tornado mais frequentes e severos, muito possivelmente associados aos efeitos do aquecimento global. "As alterações climáticas afetam não apenas a temperatura média, mas também o comportamento das chuvas, que ficam mais intensas e concentradas em curtos intervalos de tempo", pontua o especialista.

Regiões sob maior risco

De acordo com o levantamento do Inmet, as cidades mais afetadas devem estar em áreas vulneráveis, como a Região Metropolitana de Goiânia, o Entorno do Distrito Federal e o Norte Goiano. Municípios como Anápolis, Catalão e Formosa receberão atenção especial devido ao alto índice pluviométrico esperado para as próximas 48 horas.

A Defesa Civil destacou, ainda, que as áreas rurais estão particularmente suscetíveis à força dos ventos e às precipitações, que podem causar prejuízos na agricultura e na pecuária. Pequenos agricultores são aconselhados a proteger estoques de sementes, maquinários e a manter os animais em locais seguros durante as tempestades.

Medidas de precaução

Diante do alerta, a orientação das autoridades é clara: evitar espaços abertos e situações de risco. Ana Maria de Souza, coordenadora da Defesa Civil estadual, destacou a importância de seguir protocolos de segurança. “Casas com telhados antigos devem ser reforçadas, e pessoas em áreas de encostas precisam ficar preparadas para uma possível evacuação em caso de sinais de deslizamento”, recomenda Ana.

Além disso, a companhia de energia local, Enel Goiás, informou que equipes estão de prontidão para lidar com possíveis interrupções no fornecimento de energia elétrica, que podem ocorrer devido a quedas de árvores e postes. Durante temporais, a população é aconselhada a evitar o contato com equipamentos elétricos e a desconectar aparelhos das tomadas.

Paralelo histórico e vulnerabilidade

Eventos de tempestades severas não são novidade em Goiás, mas a recorrência e a intensidade vêm chamando a atenção de especialistas e autoridades. Em novembro de 2021, uma série de tempestades atingiu municípios goianos, deixando estragos consideráveis, incluindo destelhamento de escolas e prejuízos na produção agrícola. Na ocasião, cidades como Itumbiara e Rio Verde enfrentaram alagamentos que exigiram esforços emergenciais para abrigar famílias desabrigadas.

Para Pedro Almeida, compreender o histórico desses eventos é fundamental para o planejamento de ações futuras.

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