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Ibama flagra garimpo ilegal de ouro e embarga mais de 52 hectares no município de Goiás

Operação do Ibama, com apoio da ANM e da Polícia Federal, flagrou garimpo ilegal de ouro às margens do Rio Vermelho, no município de Goiás, aplicou R$ 179,7 mil em multas, embargou mais de 52 hectares e apreendeu máquinas usadas na atividade criminosa.

Fotos do local (Divulgação/SUPES Ibama)

O Ibama realizou, nos dias 17 e 18 de abril de 2026, uma operação de fiscalização ambiental no município de Goiás (GO) e flagrou a extração ilegal de ouro às margens do Rio Vermelho. A ação, realizada com apoio da Agência Nacional de Mineração (ANM) e da Polícia Federal, teve como objetivo reprimir o garimpo irregular na zona rural da cidade, após denúncia sobre a atividade criminosa.

Segundo o órgão, os fiscais identificaram duas áreas com evidências de lavra minerária irregular associada à supressão de vegetação nativa. Com a chegada das equipes, os responsáveis pela exploração ilegal fugiram do local.

Em razão das infrações constatadas, o Ibama lavrou cinco autos de infração contra o proprietário do imóvel, totalizando R$ 179.720,00 em multas. Também foi determinado o embargo de 52,072 hectares de áreas degradadas.

As irregularidades foram enquadradas nos artigos 63, com duas autuações por lavra irregular, 43, por destruição de Área de Preservação Permanente (APP), 51, por destruição de Reserva Legal, e 52, por desmatamento fora de APP e de Reserva Legal, conforme o Decreto nº 6.514/2008.

Durante a operação, os agentes apreenderam duas retroescavadeiras, três motores estacionários com bombas d’água e um caminhão. Como não havia possibilidade de remoção imediata e para impedir a continuidade da atividade ilícita, os motores foram destruídos no próprio local.

O infrator responderá nas esferas administrativa, civil e criminal, além de ser obrigado a reparar integralmente os danos ambientais causados. O Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal darão continuidade às investigações para identificar e responsabilizar todos os envolvidos.

O Ibama informou ainda que instaurará procedimento específico para apurar os impactos decorrentes da poluição causada pela atividade ilegal, com apoio de pesquisadores do Projeto Araguaia Vivo, do PPBio Araguaia e do Chidra. Novas autuações poderão ser aplicadas à medida que os danos forem dimensionados, e as multas podem chegar a R$ 50 milhões, a depender da gravidade das infrações e do porte da atividade.

De acordo com o coordenador da operação, Werikson, “a fiscalização do Ibama, com apoio das forças policiais e de outras instituições, atua de forma permanente no monitoramento de áreas com indícios de mineração e desmatamento ilegais, utilizando imagens de satélite e vistorias em campo para ampliar a efetividade das ações”.

Ao final da operação, o Ibama reforçou que manterá atuação rigorosa contra a exploração ilegal de recursos naturais, com foco na repressão a crimes ambientais, na responsabilização dos infratores e na proteção do patrimônio ambiental brasileiro.

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