Goiás e o Pará lideraram o crescimento econômico do Brasil em 2025, conforme apontam os dados do Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR) divulgados pelo Banco Central. Ambos os estados registraram um crescimento significativo de 4,4% no ano, superando a média nacional e destacando-se como os motores econômicos do país. O anúncio foi feito nesta semana e coloca em evidência os setores produtivos que sustentaram o desempenho positivo de Goiás.
Segundo o Banco Central, o IBCR é considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), acompanhando de forma mais frequente a atividade econômica em âmbito regional. O resultado de Goiás, além de consolidar sua força econômica, reflete um conjunto de fatores, como a expansão do agronegócio, o aumento da industrialização e a diversificação econômica nos últimos anos.
<strong>O papel estratégico do agronegócio e outros setores</strong>
O desempenho de Goiás está diretamente ligado ao fortalecimento do agronegócio, setor que é tradicionalmente o carro-chefe da economia estadual. Com o crescimento da produção de grãos, como soja e milho, e a relevância da pecuária, o estado manteve sua posição de destaque no cenário nacional. A adoção de tecnologias avançadas e práticas agrícolas sustentáveis também têm impulsionado os resultados.
Além do agronegócio, a indústria goiana manteve uma trajetória ascendente. O setor de transformação, com ênfase na produção de alimentos, fármacos e etanol, registrou um crescimento expressivo. “Estamos colhendo os frutos de anos de investimento em inovação e infraestrutura. Goiás está em um momento de consolidação”, afirmou um economista especializado em economia regional ouvido pelo Liras da Liberdade.
O comércio e o setor de serviços também contribuíram para o desempenho de 2025, impulsionados pela retomada econômica pós-pandemia e pelo aumento na renda disponível da população. Grandes redes de varejo expandiram sua presença no estado, enquanto a infraestrutura do transporte rodoviário, crucial para o escoamento da produção agrícola, tem recebido melhorias contínuas.
<strong>Comparativo histórico: de desafio a protagonismo</strong>
A posição de Goiás no topo do ranking nacional reflete uma história de superação e planejamento. Na última década, o estado saiu de uma dependência quase total do agronegócio para abrir espaço para novos setores emergentes. Isso aconteceu por meio de políticas públicas específicas, incentivos fiscais e parcerias com o setor privado.
Para especialistas, o resultado de 2025 é também uma demonstração de como estratégias de diversificação e investimentos em infraestrutura podem transformar economias regionais. No início dos anos 2000, Goiás enfrentava desafios relacionados à dependência exclusiva de commodities, mas, ao longo do tempo, apostou na industrialização, especialmente em setores como o de biocombustíveis, farmacêutico e alimentício. “Este é o exemplo de como federalismo e visão estratégica podem trazer resultados robustos e sustentáveis”, analisou outro economista regional consultado.
<strong>Cenário nacional: Pará também avança e reforça interiorização do desenvolvimento</strong>
O desempenho de Goiás encontra eco no crescimento do Pará, que também registrou 4,4% no IBCR de 2025. O resultado do estado nortista é impulsionado, sobretudo, pelo setor mineral, com destaque para as exportações de minério de ferro e outros metais. Tanto Goiás quanto Pará representam o movimento de descentralização econômica no Brasil, com regiões fora do eixo tradicional Sudeste-Sul ganhando protagonismo.
Segundo analistas, esse fenômeno ocorre pela maior conectividade de mercados regionais, pelo avanço da tecnologia no campo e pela implementação de projetos de infraestrutura estratégica, que permitem que a produção regional ganhe maior competitividade no mercado global. “O Brasil está vivendo uma descentralização econômica que deve ser celebrada. Isso traz mais equilíbrio entre os estados e fortalece o papel das regiões no crescimento do país”, comentou um especialista em economia brasileira.
<strong>Perspectivas para o futuro e desafios pela frente</strong>
Apesar dos resultados positivos, o cenário não é isento de desafios. Goiás, como outras unidades federativas, precisa lidar com questões estruturais como educação, qualificação de mão de obra e sustentabilidade ambiental. Para que o crescimento seja sustentável, é essencial que os investimentos em tecnologia e infraestrutura continuem.
Outro ponto de atenção está relacionado à competitividade global. A crescente disputa nos mercados internacionais exige inovação permanente, redução de custos e adequação a normas cada vez mais rígidas em relação à preservação ambiental. Especialistas alertam para a necessidade de um equilíbrio entre o desenvolvimento econômico e a proteção dos recursos naturais, especialmente em uma região que depende tanto de sua riqueza ambiental.
Por outro lado, o governo estadual de Goiás já sinalizou que planeja ampliar os investimentos em infraestrutura, com projetos de modernização rodoviária, ferroviária e aumento do acesso à internet de alta velocidade no interior. Além disso, programas de incentivo à pequena e média indústria devem fortalecer ainda mais a economia local.
A posição de destaque de Goiás em 2025 não é apenas um símbolo de sua força econômica, mas também um reflexo de uma gestão voltada para resultados e inovação. O futuro se apresenta promissor, desde que os desafios sociais e ambientais sejam enfrentados com a mesma determinação que levou o estado ao topo do ranking nacional.