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Goiânia é palco do cinema experimental com a 7ª REAU

Entre 27 de fevereiro e 3 de março, o Centro de Goiânia recebe a 7ª edição da REAU – Mostra de Cinema Experimental, com filmes premiados, debates e oficinas gratuitas, promovendo reflexões sobre o audiovisual contemporâneo e novas perspectivas cinematográficas

7ª edição da REAU – Mostra de Cinema Experimental
Reprodução

A capital goiana se torna o ponto de encontro do cinema experimental brasileiro e internacional com a realização da 7ª edição da REAU – Mostra de Cinema Experimental. O evento acontece entre os dias 27 de fevereiro e 3 de março, oferecendo uma programação que inclui exibição de obras premiadas, debates com realizadores e oficinas voltadas à exploração de linguagens alternativas no cinema. A abertura oficial, marcada para sexta-feira, dia 27, às 19h, apresenta a Mostra Veredas de Documentário Experimental, uma seleção que convida o público a reimaginar as formas de ver e sentir o cinema.

Com sede no Centro de Goiânia, a programação gratuita promete atrair amantes do audiovisual, pesquisadores e curiosos interessados em explorar obras que ultrapassam os limites convencionais de narrativa e estética. A REAU, conhecida como um dos principais eventos de cinema experimental do Brasil, reafirma sua relevância ao reunir produções que desafiam paradigmas, propondo diálogos culturais e artísticos sobre as possibilidades do cinema como ferramenta de expressão contemporânea.

A Mostra Veredas, destaque na abertura, reflete sobre os potenciais do documentário enquanto formato fluido, permitindo-se escapar de suas delimitações tradicionais para abraçar estéticas inovadoras. Segundo os organizadores da REAU, o objetivo é instigar o público a questionar o papel da imagem em tempos de saturação midiática, ampliando os horizontes do que entendemos como realidade filmada. Ao mergulhar nessas produções, os espectadores são convidados a dialogar diretamente com os criadores em debates que exploram os processos artísticos e as intenções por trás das câmeras.

Historicamente, o cinema experimental sempre ocupou uma posição marginal em relação às indústrias de Hollywood e do cinema comercial de massa. Contudo, sua vitalidade está na riqueza de interpretações estéticas e na habilidade de desconstruir narrativas consolidadas. É um gênero que desafia as convenções – dos enquadramentos tradicionais à linearidade das histórias – e propõe novas formas de pensar. Eventos como a REAU consolidam essas iniciativas e colocam em evidência a produção capaz de unir arte, protesto e subversão.

Além das mostras de filmes, a programação inclui oficinas ministradas por nomes de destaque no cenário audiovisual, como cineastas e pesquisadores acadêmicos. Com temas que variam entre edição criativa, técnicas experimentais de câmera e escrita cinematográfica, as atividades buscam capacitar novos talentos enquanto proporcionam reflexões sobre a evolução da linguagem cinematográfica. Para atuar como incentivador cultural, o evento abre suas portas gratuitamente, promovendo acessibilidade e democratização do espaço artístico.

O cinema experimental não apenas celebra a liberdade de expressão, mas também atua como espaço de resistência política, estética e cultural. Em momentos de intensas mudanças sociais, como o que vivemos hoje, essas abordagens artísticas oferecem alternativas de diálogo e crítica que estão além das fórmulas convencionais. Como destacou um dos curadores da REAU,

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