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Estressados e com medo: mais de 84% dos cães sofrem de ansiedade, aponta novo estudo; entenda

Pesquisa da Faculdade de Medicina Veterinária e Ciências Biomédicas da Texas A&M, com dados de 43.517 cães inscritos no Projeto de Envelhecimento Canino, indica que mais de 84% dos filhotes mostram sinais de medo ou ansiedade em situações cotidianas.

Cão de pelo curto olhando com expressão apreensiva, sentado em sofá
Cão com expressão apreensiva: estudo da Texas A&M identificou sinais de medo e ansiedade em mais de 84% dos filhotes avaliados. Foto: Freepik

Em 16 de maio de 2026, um estudo da Faculdade de Medicina Veterinária e Ciências Biomédicas da Texas A&M, publicado na revista Veterinary Research Communications, analisou respostas de 43.517 cães inscritos no Projeto de Envelhecimento Canino e concluiu que mais de 84% dos filhotes apresentam sinais de medo ou ansiedade em situações do dia a dia. Os gatilhos mais citados pelos tutores foram pessoas e outros cães desconhecidos, ruídos, objetos estranhos e situações novas.

Os donos responderam a um questionário com nove perguntas sobre comportamento, e, inicialmente, 91% dos cães apontaram ao menos sinais leves de medo ou ansiedade. Ao excluir respostas relacionadas a banho e corte de unhas — procedimentos que costumam causar desconforto temporário — a proporção caiu para 84%.

Sintomas a observar

Os pesquisadores listam comportamentos que podem indicar ansiedade leve a moderada: evitar

“Medo e ansiedade são emoções relacionadas que podem estar associadas a uma variedade de situações consideradas ameaçadoras por um cão. Fisiologicamente, a maioria dos casos de ansiedade é de curta duração, mas a saúde de um animal pode ser afetada negativamente quando a ansiedade se torna estressante e persiste por longos períodos”,

disseram os autores no estudo. A veterinária Bonnie Beaver, uma das pesquisadoras, relatou ter observado casos em que a angústia durante tempestades levou cães a tentativas extremas de entrar em casa, tornando o quadro quase impossível de gerir sem intervenção.

Quando procurar ajuda

Os autores defendem que, embora medo e ansiedade não possam ser totalmente eliminados, é possível reconhecê-los, monitorá-los e tratá-los antes que se agravem. A recomendação é que o tutor procure orientação de um médico-veterinário ao perceber sinais recorrentes ou que aumentem com o tempo, já que a persistência da ansiedade pode evoluir para comportamentos agressivos ou outros problemas de saúde.

Os resultados reforçam a importância de observação atenta por parte dos tutores e de medidas de manejo e intervenção profissional quando necessário, sobretudo em ambientes com muitos estímulos novos ou potencialmente estressantes.

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