Que somos vigiados 100% do tempo não é novidade para ninguém. Que o celular nos ouve 100% do tempo também não é novidade para ninguém.
Outro dia estava lendo Mário Prata em voz alta (sim, leio em voz alta) e me deparei com um trecho citando Camões.
Debrucei-me sobre a leitura e citei Camões algumas vezes.
Pois não deu outra: abri o celular e o que encontro? Livros? Não! Colchões.
Mas não é que o celular traduziu “Camões” como uma cama grande? Aí está, a inteligência artificial disfarçada de burrice natural.
Camões para cá, travesseiros para lá, cama King, cama Queen… de fato, muitos Camões.
E não é que o poeta virou móvel? Aliás, alguém já tinha percebido que Luís de Camões tinha um olho só? Verdade, pesquisem.
A internet está confusa. E, como diria meu saudoso avô Luiz Machado, o celular está confundindo Nabucodonosor com pimenta no olho do senhor.
Desculpe, vovô, mas tive que adaptar.