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INFLUÊNCIA INTELIGENTE TODO DIA

Batista Custódio: O jornalista consciência secreta da Nação

Se ainda estivesse entre nós, Batista Custódio completaria 91 anos neste 9 de abril de 2026. Nascido em 1935, o menino de Caiapônia veio para Goiânia e revolucionou a imprensa, lutou pela liberdade de expressão e conquistou nomes como Juscelino Kubitschek, Alfredo Nasser e líderes nacionais

Jornalista Batista Custódio em registro nos jardins da antiga sede do jornal Diário da Manhã (Crédito: Taquinho Filmes / DM)

Sumário

A história do Brasil no século XX e XXI é uma tapeçaria complexa, tecida com fios de lutas ideológicas, transformações sociais e o exercício, muitas vezes turbulento, do poder. Nesse vasto cenário, a imprensa frequentemente ocupou o papel não apenas de observadora, mas de protagonista ativa, uma força capaz de moldar a opinião pública, questionar a autoridade e exigir accountability. Poucos personagens encarnam essa função com tanta intensidade, coragem e longevidade quanto Batista Custódio dos Santos.

Nascido no coração do Brasil profundo, em Caiapônia, Goiás, em 1935, Batista Custódio não foi apenas um jornalista; ele se tornou uma instituição, uma voz inconfundível que ecoou por mais de seis décadas, primeiro nos sertões goianos e, posteriormente, nos corredores do poder em Brasília. Sua trajetória, que vai desde a fundação do combativo semanário Cinco de Março até a consolidação do Diário da Manhã como um dos principais veículos do Centro-Oeste, é um espelho fiel das convulsões políticas e sociais do país. Mais do que um mero registrador de fatos, Custódio foi um pensador, um polemista e, acima de tudo, um confidente e interlocutor de presidentes, governadores e as mais variadas figuras que delinearam o destino da República.

Este ensaio adentra o universo público de Batista Custódio, explorando não apenas os marcos de sua biografia, mas, principalmente, a natureza complexa de suas relações com o poder. Analisamos como ele, a partir de sua base em Goiás, projetou sua influência até Brasília, tornando-se uma peça-chave na articulação de projetos nacionais, na defesa de governos democráticos e na construção de um legado que transcende o jornalismo, adentrando o próprio tecido da memória política brasileira.

Sua vida é um estudo de caso sobre o poder da palavra, a ética da convicção e o papel crucial de uma imprensa independente como pilar de uma sociedade em constante amadurecimento. Através de uma análise aprofundada de suas interações com figuras como Juscelino Kubitschek, José Sarney, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, desvendaremos os mecanismos pelos quais um jornalista pode influenciar a história, não apenas reportando-a, mas participando ativamente de sua construção, sempre guiado por uma bússola moral que o tornou, ao mesmo tempo, admirado e temido nos salões onde o destino do Brasil era decidido.

As Raízes do Combatente: Infância em Caiapônia e a Forja de uma Consciência Política

A formação de um grande jornalista raramente se limita às salas de aula ou às redações; ela é, frequentemente, o resultado de uma confluência de experiências pessoais, influências intelectuais e um contato direto com as complexidades da vida. No caso de Batista Custódio, sua origem em Caiapônia, no sudoeste de Goiás, não foi um mero pano de fundo, mas sim o solo fértil onde suas convicções mais profundas foram plantadas e cultivadas.

Nascido em 9 de abril de 1935, em uma família tradicional de pecuaristas, ele teve uma infância marcada pela convivência com a vastidão do sertão e por figuras que passavam por sua fazenda, como tropeiros e viajantes. Esse ambiente, longe dos centros urbanos e de suas agitações, proporcionou-lhe uma perspectiva única sobre a vida, o trabalho e a condição humana. A fazenda era mais do que a lonjura do cerrado; era um microcosmo onde se aprendia sobre ciclos naturais, dependência mútua e a dureza da vida no interior do Brasil. Foi nesse cenário que ele testemunhou um dos episódios que mais tarde definiria sua visão de mundo e seu respeito pelo idealismo, mesmo quando este se apresentava de forma disruptiva.

Sua avó, uma mulher de forte personalidade, chegou a pegar em armas contra os integrantes da Coluna Prestes, confundindo-os com invasores. No entanto, o próprio capitão Luís Carlos Prestes, com sua astúcia e carisma, evitou o confronto, explicando os ideais do movimento “rebelde” e ganhando o respeito da família. Essa infância, portanto, foi permeada por narrativas de luta, idealismo e a importância do diálogo, mesmo com o “inimigo”. O respeito pela coragem e pela convicção, mesmo quando opostas, tornou-se um pilar em sua personalidade, moldando um espírito que jamais recuaria diante da adversidade. Esse primeiro contato com a história viva, com figuras que desafiavam a ordem estabelecida, semeou em seu jovem espírito a semente da curiosidade e da coragem para questionar o poder.

Além das lições de coragem e idealismo, a infância de Batista Custódio foi marcada por influências intelectuais e espirituais que definiram seu humanismo e seu ceticismo em relação a dogmas. Sua formação religiosa inicial, como coroinha da igreja local, foi transformada pelo convívio com padres republicanos espanhóis que haviam se refugiado em Caiapônia após a Guerra Civil Espanhola, perseguidos pelo regime ditatorial de Francisco Franco. Esses clérigos, marcados pela experiência da perseguição e da luta por liberdades, trouxeram consigo não apenas a fé, mas um profundo conhecimento filosófico e uma visão crítica do mundo. Foi com eles que Batista empreendeu suas primeiras leituras sérias e absorveu um ensinamento que se tornaria a máxima orientadora de sua vida e de seu jornalismo:

“Não há nada mais burro que o sectarismo ideológico e o fanatismo religioso”.

Essa lição foi fundamental para a construção de sua postura editorial, sempre avessa a rótulos e alinhamentos cegos. Ele aprendeu, desde cedo, que a ideologia, quando misturada ao fanatismo, cega a razão e impede o julgamento ético. Essa visão anticlerical e humanista, herdada dos padres espanhóis, tornou-se a base de seu compromisso com a verdade, acima de qualquer facção ou interesse. Seu jornalismo seria, por toda a vida, um esforço para separar o joio do trigo, denunciando não apenas a corrupção política, mas também a hipocrisia religiosa e o sectarismo em todas as suas formas. Esse ceticismo saudável o protegeu de se tornar um porta-voz de qualquer causa que não fosse a própria busca por justiça e transparência. A influência desses refugiados foi tão profunda que, mais tarde, em seu monumental artigo “Luz Quebrada”, ele faria uma reflexão filosófica sobre a corrupção moral, usando a metáfora da água que nasce pura e é poluída ao longo do seu percurso por interesses egoístas, uma clara alusão à pureza inicial das ideias que são corrompidas pelo poder e pelo fanatismo.

O contato de Batista Custódio com o poder central e os projetos de nacionalização do Brasil também ocorreu de forma precoce e marcante em sua cidade natal. Em junho de 1943, durante o Estado Novo de Getúlio Vargas, a pequena Caiapônia foi surpreendida pela chegada de aviões DC-3 da Força Aérea Brasileira (FAB). Era o início da “Operação Roncador-Xingu”, parte da ambiciosa política de interiorização do desenvolvimento conhecida como “Marcha para o Oeste”.

Esse evento, que visava integrar o Centro-Oeste ao resto do país, trouxe para a realidade do jovem Batista figuras do exército e do governo federal. Entre elas estava o tenente João Alberto Lins de Barros, ex-integrante da Coluna Prestes, que foi designado para chefiar a Fundação Brasil Central em Caiapônia. A família de Batista acabou estreitando laços com João Alberto, e essa convivência deixou uma impressão duradoura no garoto. Pela primeira vez, ele via de perto como as grandes decisões tomadas na capital do país, em Brasília (ainda em projeto) ou no Rio de Janeiro, tinham impactos reais e diretos em lugares tão distantes como sua cidade. A “Marcha para o Oeste” não era apenas uma abstração política; era aviões pousando no campo de sua cidade, era a presença de militares e técnicos, era a sensação de que o Brasil estava se reconfigurando. Essa experiência aguçou seu interesse por assuntos nacionais e lhe deu uma compreensão precoce da importância do poder federal e da necessidade de fiscalizar suas ações. A convivência com um tenente que havia lutado ao lado de Prestes e agora trabalhava para o governo Vargas também lhe ensinou sobre as complexidades e as alianças da política, mostrando que antigos adversários poderiam convergir para um projeto comum. Essa vivência foi, sem dúvida, um dos catalisadores para sua futura carreira, preparando-o para entender e dialogar com as mais altas esferas do poder.

A transição de Batista Custódio da vida rural em Caiapônia para o ambiente urbano e politizado de Goiânia representou o passo definitivo em sua formação como jornalista e cidadão engajado. Ele se mudou para a capital goiana para completar seus estudos no Lyceu de Goiânia e rapidamente se integrou ao fervilhante movimento estudantil local Foi nesse período que ele forjou amizades e alianças que seriam cruciais para o resto de sua vida. Curiosamente, ele dividiu um quarto em uma república de estudantes com Iris Rezende Machado, um jovem que se tornaria uma das figuras políticas mais proeminentes de Goiás e do Brasil, ocupando cargos como governador e ministro.

Essa convivência precoce entre o futuro jornalista crítico e o futuro político poderoso é um retrato da dinâmica de Goiânia na época, uma cidade em construção onde as elites políticas, intelectuais e estudantis se interconectavam. A vida na república era um caldeirão de ideias, debates e projetos, o ambiente perfeito para amadurecer as convicções políticas de Batista. Foi nesse contexto que ele, juntamente com outros jovens estudantes como Consuelo Nasser, Telmo de Faria, Javier Godinho, Valterli Guedes e Zoroastro Artiaga, participou ativamente de um dos eventos mais traumáticos e definidores da história de Goiânia: o massacre estudantil de 5 de março de 1959. Estudantes secundaristas protestavam pacificamente contra o aumento das tarifas de transporte e das mensalidades escolares quando foram violentamente reprimidos pela polícia do governador José Feliciano.

A trágica morte de um estudante em frente ao antigo Mercado Central chocou a cidade e indignou o grupo de Batista. Em resposta a essa brutalidade, eles se reuniram na casa do político Alfredo Nasser (tio de Consuelo) e tomaram uma decisão que mudaria a história da imprensa goiana: fundar um jornal que eternizasse a data do massacre em seu nome. Assim nascia o semanário Cinco de Março, com o lema “Nem Washington, nem Moscou, nem Roma: Tudo pelo Brasil”.

A criação do jornal foi, portanto, um ato político direto, uma resposta à violência do Estado e um compromisso com a defesa das liberdades democráticas. A escolha do lema, aliás, refletia perfeitamente a lição aprendida com os padres espanhóis, rejeitando qualquer submissão a potências estrangeiras ou a ideologias hegemônicas, em prol de um projeto genuinamente brasileiro. O Cinco de Março não seria apenas um jornal; seria um instrumento de luta, uma tribuna para denunciar injustiças e defender a liberdade, moldando o caráter combativo que definiria a carreira de Batista Custódio para sempre.

A Tribuna da Liberdade: Cinco de Março e a Batalha pela Democracia

O semanário Cinco de Março, fundado em 1959, emergiu não apenas como um veículo de comunicação, mas como um símbolo de resistência e um farol da liberdade de imprensa em um período cada vez mais sombrio da política brasileira. Sua criação, uma resposta direta à violência estatal demonstrada no massacre estudantil, já indicava a vocação combativa que nortearia sua trajetória. Batista Custódio, então com apenas 23 anos, assumiu o comando da redação ao lado de Telmo de Faria, enquanto Consuelo Nasser, que cursava Direito no Rio de Janeiro, articulava os meios para viabilizar o empreendimento.

Com o apoio decisivo de seu tio, Alfredo Nasser, Consuelo conseguiu a doação das oficinas tipográficas do extinto Jornal de Notícias, além de máquinas gráficas adicionais, dando ao novo semanário a infraestrutura necessária para competir no acirrado mercado goiano. A parceria profissional e pessoal entre Batista e Consuelo, que mais tarde se casariam, tornou-se a espinha dorsal do Cinco de Março. Ela, com sua formação jurídica e intelecto aguçado, atuava como redatora-chefe, editando textos, pautando reportagens e revisando o material dos repórteres com esmero, enquanto ele comandava a linha editorial com sua escrita incisiva e seu olhar crítico sobre a política e a sociedade. Embora especulações sugerissem que Consuelo escrevia artigos para Batista apenas assinar, jornalistas próximos desmentem essa versão, afirmando que, embora ela frequentemente revisasse seus textos, Batista sempre escreveu por conta própria, com um estilo bem-informado e pessoal.

Eles imprimiram ao semanário um jornalismo de vanguarda para a época, ousado em suas denúncias e firme em suas convicções. O lema “Nem Washington, nem Moscou, nem Roma: Tudo pelo Brasil” não era uma mera figura de retórica; era a declaração de princípios de um jornal que se posicionava de forma independente, recusando-se a ser um instrumento de qualquer potência estrangeira ou ideologia dogmática, empenhado exclusivamente nos interesses e na justiça para o povo brasileiro.

A ascensão do Cinco de Março foi meteórica, tornando-se rapidamente uma força a ser reconhecida não apenas em Goiânia, mas em todo o estado de Goiás e reverberação no Brasil. Sua circulação, sempre às segundas-feiras, era aguardada com expectativa, e dizia-se que “Goiânia tremia” a cada nova edição, tamanha a repercussão de suas matérias. O jornal era disputadíssimo nas bancas, atingindo tiragens expressivas, como a marca de 60 mil exemplares em 1965, um recorde absoluto para a imprensa goiana da época. Esse sucesso se devia a uma mistura de jornalismo investigativo rigoroso e uma linguagem direta e contundente, que não poupava críticas à corrupção, à inoperância governamental e aos abusos de poder. Em uma época em que a maior parte da imprensa local tendia ao conservadorismo e ao alinhamento com as elites, o Cinco de Março se destacava por sua coragem em “incomodar a Deus e ao mundo”, como resumiu um pesquisador.

Diversos textos se tornaram icônicos pela sua ousadia. Um dos mais memoráveis foi uma reportagem investigativa que revelou um desfalque de Cr$ 5 milhões nos cofres da Polícia Militar de Goiás. A matéria apontava que policiais teriam rifado armas e munições para cobrir o rombo antes que ele fosse descoberto. A reação não tardou: logo nas primeiras horas após o jornal circular, dois jipes da PM cercaram a sede do periódico e a “empastelaram” – atirando e depredando as instalações, forçando o semanário a suspender sua impressão por um mês.

Esse episódio, embora violento, apenas consolidou a reputação de Batista Custódio e de sua equipe como jornalistas destemidos e independentes, dispostos a enfrentar os interesses mais poderosos em nome da verdade e da moralidade pública. A violência contra o jornal gerou protestos em nível nacional e, mesmo sem ter sido indenizado pelos prejuízos, o Cinco de Março saiu fortalecido, provando que sua voz não poderia ser silenciada. A qualidade e o impacto de seu trabalho foram reconhecidos em 1964, quando o semanário recebeu o prestigiado Prêmio Esso, justamente no ano em que decidiu enfrentar de frente o recém-instalado regime militar.

O golpe militar de 1964 inaugurou um dos períodos mais sombrios e perigosos para a imprensa brasileira, marcado pela censura prévia, a perseguição política e a violência estatal. Nesse contexto hostil, a postura do Cinco de Março tornou-se ainda mais corajosa e arriscada. Enquanto muitos veículos de comunicação optavam pelo autocensura ou pelo apoio ao novo regime, Batista Custódio manteve seu jornal firme na linha editorial de denúncia contra políticos corruptos e as arbitrariedades da ditadura, transformando o Cinco de Março num dos poucos bastiões da liberdade de expressão e da resistência democrática em Goiás[20].

Essa postura de firmeza teve um custo pessoal altíssimo. Ao longo das décadas de 1960 e 1970, o semanário sofreu diversas formas de ataque e intimidação por parte dos governantes militares. O clímax dessa perseguição ocorreu em 1970, quando Batista Custódio foi preso, acusado de "crime de opinião" por suas críticas públicas ao regime. Ele ficou encarcerado por oito meses como preso político, um período que testemunhou a brutalidade e a arbitrariedade da ditadura. Durante sua prisão, foi realizada uma ampla campanha pela libertação de Batista, mobilizada pela então esposa, colegas, contatos políticos e a sociedade civil em sua defesa.

A campanha pela soltura de Batista ganhou tanta tração que seu caso chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde o habeas corpus em seu favor foi lido em plenário como um verdadeiro “grito de liberdade” contra a opressão vigente. Finalmente, Batista Custódio conquistou sua liberdade, mas o episódio deixou marcas profundas. O Cinco de Março continuou circulando, driblando a censura e publicando matérias contundentes durante toda a década de 1970, resistindo até 1979, quando encerrou suas atividades após 20 anos ininterruptos de história na imprensa brasileira. A última fase do semanário coincidiu com o início da lenta e gradual abertura política no país, e Batista já vislumbrava novos rumos para sua atuação jornalística com a iminente redemocratização. A saga do Cinco de Março é, portanto, um testemunho poderoso do papel essencial de uma imprensa livre e independente como alicerce da democracia e da defesa dos direitos humanos.

O Diário da Manhã e a Consolidação de uma Voz Nacional

Com o fim do ciclo do Cinco de Março e o lento processo de abertura política que se desenrolava no Brasil no final da década de 1970, Batista Custódio vislumbrou a necessidade de um novo veículo, mais alinhado aos tempos modernos e aos desafios de uma nação em transição para a democracia. Foi nesse contexto que, em 1980, ele fundou o Diário da Manhã (DM), um projeto que consolidaria sua reputação como um dos maiores editorialistas do Brasil e projetaria sua influência para além das fronteiras de Goiás, alcançando os corredores do poder em Brasília.

Se o Cinco de Março era um semanário de combate, com uma pegada mais sensacionalista e agressiva, o Diário da Manhã nasceu com uma proposta diferente: ser um jornal diário, mais fiel aos fatos, mais sóbrio, mas sem abrir mão da postura crítica que era a marca de seu fundador. Sob a batuta de Batista Custódio, o DM rapidamente se destacou como um veículo moderno e inovador. Ele trouxe para a redação de Goiânia jornalistas de renome nacional e regional, como Jânio de Freitas, Aloísio Biondi (três vezes vencedor do Prêmio Esso de Economia), Washington Novaes (vencedor do Prêmio Esso Especial de Ecologia e Meio Ambiente), Isanulfo Cordeiro, Lorimá Dionísio e Antônio Carlos Fon (vencedor do Prêmio Esso de Direitos Humanos por uma matéria publicada no DM em 1980). Essa política de contratações de alto nível, aconselhada por nomes como Mino Carta e Cláudio Abramo, elevou a qualidade editorial do jornal a um patamar nunca antes visto na imprensa goiana, transformando-o em um referencial nacional.

O DM foi pioneiro em várias frentes: foi o primeiro jornal do Centro-Oeste a realizar diagramação eletrônica e o primeiro da região a colocar todo o seu conteúdo na internet, antecipando tendências que revolucionariam o jornalismo nas décadas seguintes. Sua linha editorial era marcada pela defesa intransigente da democracia, dos direitos humanos e da preservação do meio ambiente, refletindo as preocupações de uma sociedade que se redemocratizava e buscava um novo rumo.

Além de sua excelência jornalística, o Diário da Manhã se destacou por sua forte conexão com a comunidade e por ser um espaço aberto para o debate de ideias. Batista Custódio criou um caderno no jornal especificamente destinado à publicação de artigos, crônicas e poesias, dando voz a um amplo espectro da sociedade e fomentando a cultura e a reflexão. Essa iniciativa demonstrava sua crença no jornalismo não apenas como um meio de informar, mas também como uma ferramenta de transformação social e cultural. O próprio espaço físico da redação do DM se tornou uma extensão desse compromisso. Batista, um amante das artes, transformou as instalações do jornal em uma verdadeira galeria aberta, com quadros dos mais representativos pintores goianos adornando as paredes e esculturas de Omar Souto embelezando os jardins ao redor do edifício sede na Avenida Anhanguera. Essa integração entre jornalismo e arte reforçava a identidade do veículo como um centro de cultura e pensamento crítico em Goiânia.

O estilo de Batista Custódio como escritor e editor também era uma marca distintiva do jornal. Sua escrita era descrita como uma mistura de parnasianismo, romatismo e realismo, com frases bem construídas que soavam como aforismos poéticos, mas que carregavam uma mensagem direta e realista. Ele era um “mestre da máquina de escrever”, que batucava de forma frenética, escrevendo rápido, mas revisando seus textos com cuidado meticuloso. Sua assinatura mais grandiosa e ambiciosa foi, sem dúvida, o editorial “Luz Quebrada”. Publicado após quatro anos de preparação, pesquisa e redação, este colossal artigo ocupou impressionantes 86 páginas de jornal em formato standard, caso tivesse sido impresso. Em “Luz Quebrada”, Batista Custódio desenvolveu uma obra filosófica monumental, onde patenteou sua inteligência, profunda memória e conhecimento, fazendo um passeio panorâmico pela dinâmica política do Brasil e do mundo.

Usando a poderosa metáfora da água que nasce pura na fonte e é poluída ao longo de seu curso pelo egoísmo humano, ele traçou um paralelo com a corrupção moral que se infiltra nas instituições políticas, religiosas e sociais, alertando para as consequências catastróficas dessa degeneração. “Luz Quebrada” não era apenas um artigo; era um manifesto, um diagnóstico profundo dos males do Brasil e um chamado à reflexão ética, consolidando Batista Custódio como um dos mais profundos pensadores e analistas políticos de sua geração.

O Arquiteto de Influências: Relações com Presidentes e a Tecelagem do Destino Nacional

A projeção nacional de Batista Custódio, solidificada através do Diário da Manhã, não se deu apenas pela qualidade de seu jornalismo, mas também por sua habilidade única em se mover e influenciar os mais altos escalões do poder. Sua trajetória é marcada por encontros e diálogos profundos com uma sucessão de presidentes da República, transformando-o de um mero comentarista político em um confidente, conselheiro e, em muitos casos, em um catalisador de ideias e projetos de impacto nacional. Sua relação com essas figuras não era de subserviência, mas de parceria crítica, onde ele oferecia sua perspicácia política e seu compromisso ético em prol do que acreditava ser o melhor para o Brasil.

Essa capacidade de dialogar de igual para igual com os ocupantes do Palácio do Planalto, desde Juscelino Kubitschek até Dilma Rousseff, revela a dimensão de sua influência e o respeito que sua voz comandava em Brasília. Ele não apenas reportava a história; ele participava ativamente de sua construção, usando sua tribuna para defender projetos, apoiar governos democráticos e pressionar por mudanças que considerava essenciais para o desenvolvimento e a justiça social no país. Seu legado, portanto, está intrinsecamente ligado a essas interações, que demonstram como um jornalista ético e corajoso pode transcender seu papel tradicional e se tornar uma peça-chave na engrenagem da política nacional.

A admiração de Batista Custódio por Juscelino Kubitschek (JK) foi um dos alicerces de sua visão desenvolvimentista e de seu entendimento sobre o papel do Estado como indutor do progresso. Ele foi recebido em palácio por JK, de quem nutria uma “genuína admiração”. Essa relação, no entanto, não era meramente de fanatismo, mas de profundo respeito intelectual. Batista questionou JK sobre sua aproximação com Carlos Lacerda, seu histórico adversário político, durante o movimento da Frente Ampla, que também contava com a presença de João Goulart. A resposta de JK foi uma lição de estadismo para o jovem jornalista: a redemocratização do Brasil exigia a união de todos os brasileiros, independentemente de ideologias ou desavenças passadas. Esse diálogo demonstra a natureza da relação de Batista com o poder: ele não se contentava com respostas prontas, mas buscava entender as motivações e a visão de estratégia dos líderes. JK também confidenciou a Batista qual seria seu novo Plano de Metas, caso voltasse à presidência: a ligação de Norte a Sul do país por ferrovias. O criador de Brasília acreditava que seu governo havia cometido um erro ao apostar predominantemente nas rodovias como modal de integração para um país de dimensões continentais. Essa ideia, semeada na mente de Batista Custódio por JK, tornar-se-ia a sua grande obsessão e sua maior contribuição concreta para o desenvolvimento nacional. A confiança depositada nele por JK era tamanha que o ex-governador de Goiânia e fundador da capital, Dr. Pedro Ludovico Teixeira, de quem Batista também era admirador, lhe deu de presente um revólver Smith & Wesson calibre 32, que guardava em sua escrivaninha, um símbolo da defesa da liberdade de imprensa que ambos compartilhavam.

A ideia da Ferrovia Norte-Sul, herdada de Juscelino Kubitschek, encontrou em Batista Custódio seu mais entusiasta e eficaz defensor. Com a posse de José Sarney na presidência da República, em 1985, Batista levou ao “inquilino do Palácio do Planalto” o plano de JK para integrar o Brasil por trilhos. Foi ali, nesse diálogo, que nasceu o projeto da Ferrovia Norte-Sul. Batista Custódio não se limitou a apresentar a ideia; ele se empenhou ativamente para torná-la uma realidade. Ele produziu um grandioso caderno-livro sobre a ferrovia no Diário da Manhã, com capa desenhada pelo renomado artista plástico Siron Franco e textos de especialistas como Washington Novaes e Euler Belém, mobilizando a opinião pública em torno da importância estratégica da obra. O projeto, no entanto, enfrentou enormes dificuldades e pressões.

Sarney confidenciou a Batista que Washington D.C. não via com bons olhos a construção da ferrovia, pois temia que ela fizesse avançar a fronteira agrícola brasileira, transformando o país no maior produtor mundial de alimentos, principalmente de soja, e tirando dos Estados Unidos essa liderança. Diante dessa revelação, Batista questionou o presidente: “Por que você não bate a mão na mesa e denuncia esta patranha?”. A resposta de Sarney foi um retrato desolador das limitações do poder nacional: “Porque eles me tomam a mesa”. Essa troca de frases revela a profundidade da confiança entre o jornalista e o presidente, e também o entendimento de Batista sobre as complexas relações de poder no cenário internacional.

O projeto acabou naufragando naquela gestão, vítima de pressões internas e externas, e ironicamente, de uma campanha da mídia corporativa contra a obra, capitaneada por um artigo de Jânio de Freitas para a Folha de S. Paulo. No entanto, a semente plantada por Batista Custódio não morreu. Ele viveu para ver a retomada do projeto durante os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e, finalmente, a inauguração da grande ferrovia, testemunhando a materialização de uma causa que defendeu por décadas.

A relação de Batista Custódio com os governos do Partido dos Trabalhadores (PT), iniciada com Lula e continuada com Dilma Rousseff, foi marcada por uma forte defesa dos governos democraticamente eleitos contra o que ele percebia como ataques corporativos e da oposição conservadora. Durante os intensos ataques a Lula, José Dirceu, José Genoíno e Delúbio Soares, a linha editorial do Diário da Manhã foi de firme apoio as pessoas, de poder ou anônimas, abrindo suas páginas para que todos os que foram atacados pudessem se defender.

Batista Custódio não se intimidava pela pressão; ao contrário, via-se como um contraponto necessário a uma narrativa que considerava viesada e destrutiva. De forma pública e deliberada, como fazia em todas as eleições, ele publicava editoriais definindo seu voto. Em 2006, anunciou seu voto na reeleição de Lula, e fez o mesmo em relação à eleição de Dilma Rousseff, a primeira mulher eleita presidenta do Brasil. O Diário da Manhã também saiu em defesa do mandato de Dilma contra o que classificava como manipulação política que culminou em seu impeachment.

Além de sua postura editorial, Batista demonstrava seu apoio através de gestos concretos. Em um artigo de duas páginas, ele elogiou um discurso do governador Marconi Perillo perante Dilma, classificando-o como um “passo de estadista”, mostrando que sua análise era independente e focada no que considerava correto para o país, independentemente da filiação partidária. Sua crítica também se voltava para setores que antes apoiava, como demonstrou sua posição contrária à Operação Lava Jato. As páginas do jornal se abriram para questionamentos aos métodos do então juiz Sérgio Moro e de seus pares, publicando uma matéria de quatro páginas com uma entrevista do ex-desembargador Homero Sabino, que declarou: “Lava Jato tem que chegar ao fim senão vira ditadura do Judiciário”.

Essa postura crítica e independente, mesmo em relação a operações que contavam com amplo apoio popular, reforça a imagem de um jornalista guiado por uma bússola ética própria, disposto a defender suas convicções mesmo quando impopular.

O Pêndulo de Goiás: Influência e Conflito com Governadores e a Elite Política Local

Se Batista Custódio projetou sua influência até Brasília, dialogando com presidentes, sua base de poder e seu laboratório político sempre foram os palcos de Goiás. Sua relação com os governadores do estado foi uma dança complexa de alianças, conflitos e uma convivência íntima com os meandros do poder local. Ele não era um observador distante; estava imerso na política goiana, entendendo suas nuances, seus personagens e suas dinâmicas de poder. Essa proximidade lhe conferia uma autoridade única para comentar, criticar e, eventualmente, apoiar os governantes de seu estado. Sua trajetória é marcada por um pêndulo que oscila entre a amizade e a influência construtiva com alguns governadores, e o conflito aberto e a perseguição com outros.

Essas relações revelam não apenas o poder de sua pena, mas também os riscos e os custos de um jornalismo verdadeiramente independente em um ambiente político muitas vezes marcado por interesses escusos e pela intolerância à crítica. De Pedro Ludovico Teixeira a Ronaldo Caiado, passando por figuras como Iris Rezende e Marconi Perillo, a história de Batista Custódio em Goiás é um espelho da própria história política do estado, com suas luzes e sombras.

As raízes da influência de Batista Custódio em Goiás podem ser traçadas até sua juventude, quando conviveu com figuras que seriam fundamentais na construção do estado moderno. Sua admiração por Dr. Pedro Ludovico Teixeira, o fundador de Goiânia, era declarada. Mais do que um respeito distante, havia uma relação de proximidade, simbolizada pelo presente que Ludovico lhe deu: um revólver Smith & Wesson que guardava na escrivaninha. Esse gesto era mais do que um objeto; era um símbolo da transferência de um legado de luta e construção, uma espécie de batismo de uma nova geração de intelectuais e jornalistas comprometidos com o futuro de Goiás.

Outra relação fundamental, e muito mais complexa, foi com Iris Rezende Machado. A história dos dois se entrelaça desde a juventude, quando dividiram um quarto em uma república estudantil em Goiânia. Essa convivência precoce criou um laço que, no entanto, seria testado ao longo das décadas pelas vicissitudes da política. Inicialmente, Batista apoiou a eleição de Iris Rezende para governador. Contudo, essa relação de apoio se deteriorou drasticamente durante o primeiro mandato de Iris (1983-1986). Segundo a versão amplamente reconhecida por amigos e pares do Diário da Manhã e sentida diretamente pelo próprio Batista, o governador iniciara uma perseguição implacável ao jornal. Empresários que anunciavam no DM seriam alvo de auditorias fiscais e pressões do governo, numa tentativa clara de sufocar financeiramente o veículo e silenciar suas críticas. Relatava-se que alguns empresários chegavam a repassar dinheiro para o jornal e pediam para que os anúncios não fossem publicados, temendo represálias.

Esse episódio marcou profundamente Batista, que via nessa atitude um ataque direto à liberdade de imprensa. A relação, que começou com amizade e apoio, transformou-se em uma inimizade cordial, mas definitiva, tornando-se um dos capítulos mais tensos da história política e jornalística de Goiás.

Apesar do conflito com Iris Rezende, Batista Custódio continuou a desempenhar um papel ativo nas sucessivas eleições em Goiás, apoiando diversos candidatos de diferentes espectros políticos, sempre guiado por seu próprio julgamento. Ele declarou apoio às eleições de Maguito Vilela (PMDB), Marconi Perillo (PSDB) e Alcides Rodrigues (PP), demonstrando que suas escolhas não eram pautadas por viés de conveniências, mas por uma avaliação pessoal das candidaturas e de seus projetos para o estado. Sua relação com Marconi Perillo, em particular, era de grande respeito mútuo.

Essa capacidade reconhecer virtudes do adversário político de seu antigo aliado Iris Rezende reforça sua postura independente. O último governador com quem Batista construiu uma forte relação de apoio e admiração foi Ronaldo Caiado (União). Batista apoiou sua eleição e tinha grande apreço por ele, especialmente por sua lealdade e decência. A admiração era recíproca. Após a morte de Batista, o governador Caiado decretou luto oficial em Goiás e participou pessoalmente de seu sepultamento, declarando: “Goiás perdeu hoje um dos seus maiores” e destacando que o jornalista “promoveu o bom debate”. Essa relação com Caiado, que remontava aos anos 1980, quando o então deputado federal ajudou o Diário da Manhã em momentos de dificuldade, mostra a capacidade de Batista de construir laços duradouros baseados na confiança e no respeito mútuo, mesmo atravessando diferentes fases e alinhamentos políticos.

Sua influência era tão grande que, em certa ocasião, tentou promover a reconciliação de dois antigos aliados, ambos seus compadres: o governador tucano Marconi Perillo e seu antigo desafeto Iris Rezende, mostrando que, além de analista, ele também se via como um articulador político, um construtor de pontes em meio às divisões da política goiana.

A influência de Batista Custódio ia além dos editoriais e artigos; ele era visto como um conselheiro, uma voz a ser ouvida pelos próprios políticos. Dizia-se que ele “se preocupava em entender como o político pensava” e que, “às vezes dava conselhos aos políticos e, eventualmente, era ouvido”. Essa capacidade de penetrar na mente dos governantes e oferecer conselhos perspicazes era uma das marcas de seu estilo. Ele não se contentava em apenas criticar do lado de fora; buscava compreender a lógica interna do poder para, então, intervir de forma mais eficaz. Seu legado em Goiás é indelével.

Ele não apenas reportou a história do estado; ele foi um de seus principais protagonistas. Através do Cinco de Março e do Diário da Manhã, ele moldou a opinião pública, defendeu a democracia, combateu a corrupção e influenciou diretamente o curso dos acontecimentos. Sua vida e obra são um testemunho do poder transformador do jornalismo ético e corajoso, e um lembrete permanente de a voz da imprensa livre é indispensável para a saúde de qualquer república.

O Legado de uma Consciência: Luz Quebrada e a Perenidade da Crítica

A morte de Batista Custódio, em 24 de novembro de 2023, aos 88 anos, em Goiânia, não representou o silenciamento de sua voz, mas sim a consagração de seu legado como uma das figuras mais importantes e influentes do jornalismo brasileiro. Sua partida foi sentida não apenas em Goiás, onde o governador Ronaldo Caiado decretou luto oficial, mas em todo o país, onde sua trajetória de integridade, coragem e compromisso com a verdade serviu de inspiração para gerações de jornalistas e cidadãos. O epitáfio de sua vida pode ser encontrado em sua própria obra, no monumental artigo “Luz Quebrada”, onde ele refletiu sobre a corrupção moral e a degeneração dos valores, alertando para as consequências de uma sociedade que permite que seus mananciais éticos sejam poluídos pelo egoísmo e pelo oportunismo. A metáfora central do artigo, a água que nasce pura e é contaminada ao longo de seu percurso, é um espelho de sua própria visão de mundo: a crença de que a essência humana e a sociedade são boas em sua origem, mas estão constantemente sob ameaça de corrupção. Sua missão jornalística foi, portanto, um esforço constante para “despoluir” os mananciais do poder, expondo a sujeira e defendendo a pureza dos princípios democráticos. Seu legado é, assim, um convite permanente à vigilância e à crítica, lembrando-nos que a democracia e a liberdade não são conquistas definitivas, mas sim bens que precisam ser defendidos a cada dia, com a mesma coragem e convicção que ele demonstrou ao longo de sua vida.

A vida de Batista Custódio é um testemunho poderoso do papel central que um jornalista ético e independente pode desempenhar na consolidação e na defesa da democracia. Sua trajetória, desde a fundação do Cinco de Março como resposta à brutalidade do Estado, passando pela resistência corajosa durante a ditadura militar, até a consolidação do Diário da Manhã como uma voz nacional respeitada, demonstra que a imprensa pode ser muito mais do que um meio de comunicação. Ela pode ser uma força ativa na construção de uma nação mais justa, transparente e democrática. Sua capacidade de dialogar com presidentes e governadores, influenciando decisões e projetos de grande porte, como a Ferrovia Norte-Sul, mostra que a palavra escrita, quando guiada pela integridade e pela inteligência, tem o poder de mover as estruturas do poder.

Ele não se contentava em ser um espectador; era um participante ativo, um “cronista do poder” que usava sua pena para fiscalizar, aconselhar e, quando necessário, denunciar. Sua vida nos ensina que o jornalismo, em sua essência, é um ato de cidadania, uma ferramenta indispensável para o equilíbrio das forças sociais e para a prevenção dos abusos de autoridade. Em um mundo cada vez mais marcado pela desinformação e pelos ataques à imprensa e às instituições, o exemplo de Batista Custódio torna-se mais relevante do que nunca. Seu legado é um farol que ilumina o caminho para uma imprensa comprometida com a verdade, a ética e o bem comum, um legado que continuará a ecoar nas redações e nas consciências daqueles que acreditam no poder transformador da palavra.


Referências

* A Água e a Corrupção Moral | PDF | Luz Quebrada | Batista Custódio. https://pt.scribd.com/document/409764276/Luz-Quebrada-artigo-de-Batista-Custodio.

* 1º Perfil dos Libertadores: jornalista Batista Custódio e sua alma cósmica. https://www.lirasdaliberdade.com.br/1o-perfil-dos-libertadores-jornalista-batista-custodio-e-sua-alma-cosmica.

* Batista Custódio – Wikipédia, a enciclopédia livre. https://pt.wikipedia.org/wiki/Batista_Custódio.

* Batista Custódio, um dos maiores editorialistas do Brasil completa 87 anos. https://www.dm.com.br/cotidiano/batista-custodio-um-dos-maiores-editorialistas-do-brasil-completa-87-anos-3.

* Goiás perde Batista Custódio, jornalista que influenciou governadores e presidentes. https://onzedemaio.com.br/goias-perde-batista-custodio-jornalista-que-influenciou-governadores-e-presidentes.

* Batista Custódio, o ousado e polêmico criador do Diário da Manhã, morre aos 88 anos. https://www.jornalopcao.com.br/colunas-e-blogs/imprensa/batista-custodio-o-ousado-criador-do-diario-da-manha-morre-aos-88-anos-548625.

* Batista Custódio – Wikipédia, a enciclopédia livre. https://pt.wikipedia.org/wiki/Batista_Custódio.

* Jornalista Batista Custódio morre em Goiânia - G1 - Globo. https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2023/11/24/batista-custodio-morre-em-goiania.ghtml.

* Governador decreta luto oficial pela morte do jornalista Batista Custódio. https://agenciacoradenoticias.go.gov.br/104140-governador-ronaldo-caiado-decreta-luto-oficial-pela-morte-do-jornalista-batista-custodio.

* Em artigo de duas páginas, Batista Custódio diz que discurso de Marconi perante Dilma foi um “passo de estadista”. https://goias24horas.com.br/44969-em-artigo-de-duas-paginas-batista-custodio-diz-que-discurso-de-marconi-perante-dilma-foi-um-passo-de-estadista.

* Goiás perde Batista Custódio, jornalista que influenciou governadores e presidentes. https://onzedemaio.com.br/goias-perde-batista-custodio-jornalista-que-influenciou-governadores-e-presidentes.

* “Promoveu o bom debate”, diz Caiado na despedida de Batista Custódio. https://www.dm.com.br/goiania/promoveu-o-bom-debate-diz-caiado-na-despedida-de-batista-custodio.

* Batista Custódio, o ousado e polêmico criador do Diário da Manhã, morre aos 88 anos. https://www.jornalopcao.com.br/colunas-e-blogs/imprensa/batista-custodio-o-ousado-criador-do-diario-da-manha-morre-aos-88-anos-548625.

* Goiás perde Batista Custódio, jornalista que influenciou governadores e presidentes. https://onzedemaio.com.br/goias-perde-batista-custodio-jornalista-que-influenciou-governadores-e-presidentes.

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